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Abbas pede mediação dos EUA na questão dos prisioneiros palestinianos em greve de fome

O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, pediu ao emissário americano Jason Greenblatt, recebido hoje em Ramallah, que Washington assuma a mediação entre palestinianos e israelitas para a questão dos prisioneiros palestinianos em greve de fome.

Jason Greenblatt esteve hoje de manhã em Ramallah, na Cisjordânia, território palestiniano ocupado por Israel há cinco décadas, dois dias depois da visita do Presidente norte-americano, Donald Trump, à região.

“Explicámos em detalhe ao enviado americano Jason Greenblatt a questão da greve dos prisioneiros e pedimos a intervenção americana para garantir que os direitos destes sejam protegidos e que as suas exigências humanitárias sejam aceites”, declarou Abbas, diante do conselho central do seu partido, Fatah (principal partido palestiniano), reunido hoje no complexo presidencial em Ramallah.

“Estaremos em contacto com ele para que nos transmita a resposta do lado israelita”, disse o líder palestiniano, manifestando a sua esperança de ter uma resposta em breve, possivelmente até sexta-feira.

Os palestinianos têm intensificado os contatos internacionais desde que, a 17 de abril, cerca de mil presos palestinianos, detidos em vários estabelecimentos prisionais israelitas, iniciaram uma greve de fome.

Este movimento foi iniciado por Marwan Barghouthi, um alto quadro da Fatah que foi detido por Israel e é conhecido pelos apoiantes como o “Mandela palestiniano”.

O protesto pretende ser um alerta para as condições de detenção dos cerca de 6.500 palestinianos presos em Israel, incluindo dezenas de mulheres e de crianças.

A ação também pretende denunciar o sistema judicial israelita aplicado aos cidadãos palestinianos nos territórios ocupados.

Os prisioneiros exigem, entre outras coisas, telefones públicos nas prisões, direitos de visita alargados, o fim das “negligências médicas”, ar condicionado e acesso a canais de televisão.

A última greve coletiva nas prisões israelitas tinha ocorrido em 2013, quando três mil palestinianos recusaram alimentação durante 24 horas em protesto pela morte de um recluso.

Em finais de abril, responsáveis e defensores dos direitos humanos palestinianos informaram que alguns dos presos, incluindo Marwan Barghouthi, dirigente do Movimento Nacional de Libertação da Palestina (Fatah) e condenado a prisão perpétua, estavam num estado de saúde “perigoso”.

Fonte: http://www.dn.pt/lusa/interior/abbas-pede-mediacao-dos-eua-na-questao-dos-prisioneiros-palestinianos-em-greve-de-fome-8506910.html