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O marketing jurídico e a evolução da advocacia

O mundo que vivemos neste momento não é o mesmo que o de uma hora atrás.

Os meios de comunicação, a agilidade de interação entre pessoas, a globalização e demanda crescente de serviços ofertados modificam, a cada momento, os aspectos competitivos do mundo empresarial tornando o mercado extremamente seletivo e implacável com os que se tornaram obsoletos.

Um dos reflexos mais visíveis destas mudanças em nossos tempos aparece na área jurídica. A advocacia não mais se encerra na própria função de advogar e agrega agora também a tarefa de buscar diferencial e competividade, aprendendo a administrar modernamente os recursos do escritório através de um planejamento consciente, visando assim a melhor estratégia de marketing e atendimento a clientes usuais e potenciais.

É necessário, portanto, que o advogado comece a acreditar em realidades que já são diferenciais para os escritórios de maior destaque e perceba que a saída para acompanhar as rápidas mudanças na cabeça dos clientes, assim como a ampliação de sua participação no mercado, é a profissionalização de sua gestão em moldes empresariais, adaptando-se às necessidades de demanda, sem nunca esquecer o foco na ética profissional da atividade. Em resumo: o advogado que não perceber, acompanhar e se antecipar a estas inovações está fadado a viver no passado.

É isso que o Marketing Jurídico vem trazer aos escritórios: o entendimento do porquê mudar e antecipar-se ao futuro, como operacionalizar estas mudanças e quais são os benefícios desta renovação consciente.

Imagine, apenas a título de exemplo, uma empresa que nos dias atuais não tenha um site com informações atualizadas, reforçando a idéia institucional de empresa solidificada. Apenas esse fato isolado (dentre os muitos a serem analisados) mostra, ao precioso cliente, que esta empresa ou escritório não tem o que praticamente todos os outros tem. Seria o mesmo que comprar um produto com uma embalagem em branco. Você compraria? Este exemplo simplista é apenas para ilustrar o conceito de que o que antes era opcional (no caso o site), acaba tornando-se, rapidamente, essencial para sobrevivência do escritório.

E é exatamente isso que aconteceu com a advocacia. Ela evoluiu. A “nova advocacia” abrange agora novos conceitos até então não assumidos como de competência do direito, mas que certamente fazem agora parte da rotina de qualquer escritório em sincronia com as tendências evolutivas de mercado.

Esta “reivenção” da advocacia envolve novos parâmetros, tais como: gestão do conhecimento humano, empreendedorismo jurídico, mudança na relação cliente/advogado com serviços mais personalizados, gestão do capital humano, investimento em comunicação integrada e infra-estrutura adequada e gestão estratégica planejada, para citar alguns.

Todas estas vertentes (e muitas outras) são estudadas e planejadas pelo Marketing Jurídico, fazendo assim com que os advogados e consequentemente seus escritórios e departamentos jurídicos saibam exatamente quais os passos possíveis e necessários a dar em direção da conquista e manutenção de seus clientes.

Esta nova percepção dos advogados visualiza que Marketing Jurídico não é mais um palavrão que deve ser evitado e sim uma ferramenta que os auxilia a traçar um objetivo, criar uma estratégia e montar um planejamento para que os resultados de seu trabalho sejam potencializados ao máximo.

Acabou-se a era de advogados que confundiam vendas e publicidade com Marketing Jurídico, e que acreditavam que uma agência de publicidade pudesse, sem profissionais focados no assunto, fazer bem o trabalho exigido nesse campo.

Porém, fica aqui um aviso. Apesar da era de confusão entre Marketing Jurídico e publicidade ter acabado, ainda existem agências (que muitas vezes se vendem como focadas em marketing para escritórios jurídicos) que tentam implementar uma série de teorias aleatórias de marketing, que em nada refletem a realidade do escritório, sendo ele pequeno, médio ou grande, ou seja, já vêm com modelos implementáveis prontos, sem análise prévia. Afinal de contas, é fácil teorizar sobre marketing, difícil é implementar estas conjugações no dia a dia e rotina do escritório.

Qualquer profissional sério de marketing jurídico sabe que, para um diagnóstico preciso da situação de um escritório, é imperativo a análise do mesmo através de filtros de marketing que indicarão qual a percepção do negócio aos olhos do cliente e consequentemente quais são os erros gestacionais cometidos, além de inovações e adaptações que podemos implementar na operação vigente, sempre respeitando os limites colocados pela OAB. Entender onde o escritório está – em termos de marketing – antes de começar a melhorá-lo não é uma simples necessidade, mas uma premissa básica de trabalho.

Por fim, como tudo que é importante e interessante deve ter um conceito definido, segue abaixo a definição do nosso valoroso Marketing Jurídico. Se você é um sócio, administrador ou advogado que não gostaria de se tornar obsoleto, leia-o com atenção.

Conceito de Marketing Jurídico:

“A função que o marketing deve assumir na área jurídica é a ordenação mais eficaz dos recursos do escritório e de seus profissionais, ampliando o prestígio profissional, planejando o futuro, racionalizando os custos, focando o cliente, criando estratégias para clientes potenciais e investindo em relacionamentos e imagem pessoal. Não se trata de vender serviços, e, sim de posicionar-se em um mercado cada vez mais escasso e complexo. Um escritório jurídico que incorpora o marketing torna-se mais competitivo, sem necessariamente quebrar a ética da profissão”

Alexandre Motta

Fonte: http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=7126&revista_caderno=18